Operação Encenação e as Investigações Iniciais
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) e o 10° Batalhão de Ações Especiais (Baep) iniciaram, na manhã do dia 14 de outubro, a Operação Encenação. Essa operação investiga possíveis fraudes na Secretaria de Turismo da Prefeitura de Rio Claro, no interior paulista. O foco principal são as irregularidades em contratos ligados a eventos municipais, incluindo Páscoa e Carnaval, que supostamente geraram desvios significativos de recursos.
A investigação foi desencadeada a partir de denúncias recebidas que levantavam suspeitas de práticas como direcionamento de licitações e conluio entre envolvidos, além do uso inadequado de bens públicos.
Mandados de Busca e Apreensão
Como parte da Operação Encenação, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em endereços de residências, empresas e repartições públicas nas cidades de Rio Claro e Mairiporã. Durante as diligências, as autoridades apreenderam documentos e equipamentos eletrônicos que poderão servir como evidências nas investigações.

Entre os materiais coletados, estavam celulares, notebooks e a quantia de R$ 33,5 mil em espécie. Um dos locais alvo das buscas foi a própria Secretaria de Turismo de Rio Claro, onde se concentram as investigações sobre as fraudes na Secretaria de Turismo.
Afastamento dos Secretários e Consequências
Em decorrência das investigações sobre fraudes na Secretaria de Turismo, o juiz decidiu afastar judicialmente o secretário da pasta, Guilherme Pizzirani, e seu secretário-adjunto, Marcelo Portes. Além disso, a Justiça tomou a medida de suspender a empresa investigada de participar de futuras licitações no município.
A decisão do juiz é um indicativo da gravidade das acusações e do cenário de irregularidade observado pelo MPSP, que calculou um prejuízo de cerca de R$ 2 milhões aos cofres públicos devido aos contratos irregulares relacionados a eventos municipais.
Denúncias e Prejuízos aos Cofres Públicos
A investigação, liderada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), revelou que as denúncias sobre fraudes na Secretaria de Turismo têm origem em irregularidades na contratação de serviços públicos. Os promotores apuram a possibilidade de sobrepreço e conluio nas licitações, que afetaram o orçamento municipal de forma significativa.
Os desdobramentos da Operação Encenação ainda estão em andamento e prometem revelar mais informações sobre como as fraudes foram cometidas, além de possíveis impactos na política local e na gestão de recursos públicos em Rio Claro.


