MP investiga desvios públicos de R$ 2 milhões e secretário é afastado

A Operação Encenação, coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de Piracicaba, apura possíveis irregularidades em contratações públicas da Prefeitura de Rio Claro. A investigação envolve suspeitas de desvio de recursos.

Segundo a Polícia Militar, os contratos investigados estão relacionados a eventos municipais, entre eles o Carnaval, a Páscoa e a Encenação da Paixão de Cristo. A apuração inclui suspeitas de direcionamento de licitações, conluio, sobrepreço e uso indevido de bens públicos.

Em 14 de outubro de 2026, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em Rio Claro e Mairiporã, em endereços residenciais, empresas, galpões e repartições públicas. As equipes começaram as diligências às 5h.

Operação Encenação em Rio Claro

A operação teve apoio do 10º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (10º Baep), de Piracicaba, e participação de 34 agentes. A decisão judicial também determinou medidas cautelares para o secretário e o secretário-adjunto de Turismo de Rio Claro.

Suspeitas em licitações e contratos de eventos municipais

Na Operação Encenação em Rio Claro, os valores sob investigação ultrapassam R$ 2 milhões, segundo as informações divulgadas pela Polícia Militar. A apuração concentra-se em contratos de serviços públicos ligados à Secretaria Municipal de Turismo.



Entre os contratos examinados estão os relacionados ao Carnaval, à Páscoa e à Encenação da Paixão de Cristo. A investigação considera possíveis irregularidades nas contratações desses eventos municipais.

A Polícia Militar informou que as suspeitas incluem direcionamento de licitações, conluio, sobrepreço e uso indevido de bens públicos. Esses pontos ainda são objeto de apuração, sem que as suspeitas representem confirmação de responsabilidade dos envolvidos.

Afastamentos, medidas cautelares e materiais apreendidos

A decisão judicial determinou o afastamento do secretário e do secretário-adjunto de Turismo de Rio Claro. As medidas também estabeleceram restrições ao exercício de funções públicas pelos dois.

Além disso, a empresa investigada foi impedida de participar de licitações e de firmar contratos com o município, conforme as medidas cautelares. A decisão alcança, portanto, tanto agentes públicos quanto a participação da empresa em contratações municipais.

Durante as diligências, foram apreendidos R$ 33.520 em espécie, quatro celulares e dois notebooks, materiais que poderão contribuir para o prosseguimento das investigações. Segundo a polícia, o procedimento tramita sob segredo de justiça para preservar as provas e o andamento das apurações, com respeito ao devido processo legal e à presunção de inocência.



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