Afastamento e investigação judicial
O secretário de Turismo da Prefeitura de Rio Claro, Guilherme Pizzirani, e seu adjunto, Marcelo Portes, foram afastados de suas funções por decisão judicial. O afastamento ocorreu no âmbito da Operação Encenação, que visa investigar irregularidades em contratos públicos. O processo judicial foi deflagrado pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) na quarta-feira, 14 de outubro de 2026, e contou com a participação da polícia do 10° Batalhão de Ações Especiais (Baep).
Detalhes da Operação Encenação
A investigação está centrada em possíveis desvios em contratos da Secretaria de Turismo de Rio Claro, os quais podem ter causado um prejuízo estimado em R$ 2 milhões aos cofres públicos. Durante as diligências foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em locais como residências, empresas e repartições públicas em Rio Claro e Mairiporã, na Grande São Paulo. De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), as investigações surgiram a partir de denúncias sobre irregularidades na contratação de serviços públicos, incluindo desvios de recursos financeiros.
Os promotores estão apurando suspeitas de direcionamento nas licitações, conluio entre empresas, sobrepreço e uso indevido de bens públicos, particularmente em relação a grandes eventos municipais, como o Carnaval e a Encenação da Paixão de Cristo. A Justiça também determinou a suspensão do direito da empresa investigada de participar de novas licitações no município. Além disso, durante a operação, foram apreendidos celulares, notebooks e uma quantia em dinheiro de R$ 33,5 mil.

A Prefeitura de Rio Claro foi contactada pelo Metrópoles, mas não se manifestou sobre os eventos relacionados ao caso, deixando o espaço aberto para futuras declarações.


