Estudos para uma ferrovia entre São Paulo e Mato Grosso do Sul surgiram no século XIX, mas os projetos citados no relato histórico não saíram do planejamento. Segundo Mário Sérgio Lorenzetto, um deles previa ligar Paranaíba a Rio Claro.
A expansão do café para o oeste paulista e a Guerra do Paraguai aumentaram o interesse pela integração entre as regiões. A navegação pelo Rio Paraguai era apontada como a única comunicação do Mato Grosso do Sul com o restante do Brasil.
Também havia interesse em encurtar o trajeto das boiadas que saíam da região de Dourados, conhecida como “vacaria”. Os animais passavam por Paranaíba e seguiam para o Triângulo Mineiro ou o oeste de São Paulo.

O relato aborda os motivos econômicos e estratégicos por trás das propostas e registra um segundo estudo, para uma ligação entre Uberaba e Coxim. Nenhum dos dois projetos ferroviários foi concretizado.
Café, guerra e boiadas impulsionaram a integração ferroviária
Segundo Mário Sérgio Lorenzetto, a chegada de gaúchos e mineiros ao Mato Grosso do Sul acelerava a economia regional. O crescimento ampliava a necessidade de escoar a produção, especialmente a de vacas.
A expansão da cidade de São Paulo elevava a demanda por carne, conforme o relato. Esse consumo crescente era um dos fatores econômicos que alimentavam o interesse por uma ligação ferroviária entre as regiões.
Nas últimas décadas do século XIX, o avanço da cafeicultura alcançava o oeste paulista, descrito por Lorenzetto como uma região então desconhecida pelos paulistas. A proposta de uma ferrovia entre São Paulo e Mato Grosso do Sul se inseria nesse contexto de expansão econômica e busca por integração.
Estudos entre Paranaíba e Rio Claro e entre Uberaba e Coxim não avançaram
O primeiro estudo de viabilidade foi realizado em 1870 e previa uma ferrovia de Paranaíba a Rio Claro. O plano também considerava a possibilidade de prolongar a linha até Miranda.
De acordo com Lorenzetto, não estão claros os motivos que impediram essa proposta de passar do planejamento à construção. O relato não atribui a interrupção a uma causa específica.
Mais tarde, foi elaborado um estudo descrito como pormenorizado para uma ligação entre Uberaba e Coxim. O texto apresenta essa iniciativa como uma segunda proposta ferroviária, distinta do traçado entre Paranaíba e Rio Claro.


