Uma publicação do movimento Direita Rio Claro que sugeria criar uma lista de empresas consideradas “petistas” para boicote foi apagada em 28 de outubro de 2026, após denúncias e críticas, segundo a reportagem sobre o caso.
A proposta retoma uma situação registrada em Rio Claro durante a eleição de 2022, quando uma lista “anti-PT” de autoria desconhecida circulou em grupos de WhatsApp com nomes de empresários e causou incômodo no setor comercial.
O movimento é ligado ao ex-vereador Moisés Marques e a empresários da cidade. Victor Roque, apontado como um dos líderes, afirmou que o grupo compartilhou uma ideia publicada em outros lugares do Brasil, mas que não havia ação oficial nem lista coordenada.

A repercussão envolveu também a vereadora Tiemi Nevoeiro (PL), que curtiu a publicação no Instagram. A reportagem aborda as explicações do movimento, a retirada do post e a discussão sobre possíveis consequências jurídicas caso haja prejuízo comprovado.
Proposta de boicote retoma lista que circulou em Rio Claro em 2022
Durante a campanha eleitoral de 2026, o Direita Rio Claro liderou carreatas em apoio a Flávio Bolsonaro (PL), derrotado nas urnas pelo presidente reeleito Lula (PT). A proposta de boicote a empresas atribuídas a apoiadores do PT trouxe novamente a discussão sobre uma lista anti-PT em Rio Claro.
Em 2022, uma relação de empresários da cidade circulou em grupos de WhatsApp sem que seus autores fossem identificados. Segundo a reportagem, a circulação causou incômodo no setor comercial, e a nova publicação reacendeu a discussão sobre boicotes relacionados à posição política de empresas.
A vereadora Tiemi Nevoeiro (PL) curtiu a publicação no Instagram, conforme registrado na reportagem. O gesto foi mencionado entre as repercussões do post do movimento.
Liderança do movimento nega ação oficial e publicação é removida
Procurado pela reportagem em 27 de outubro, o ex-vereador Moisés Marques não atendeu às ligações. Ele é ligado ao Direita Rio Claro, assim como empresários da cidade.
Victor Roque, apontado como um dos líderes, afirmou que o grupo compartilhou uma ideia divulgada em diferentes lugares do Brasil. Ele disse que não havia ação oficial ou coordenação para elaborar uma lista e que não tinha conhecimento de eventual relação caso ela surgisse.
Em 28 de outubro, a publicação já não estava mais disponível. A reportagem também informou que, nos bastidores, uma denúncia ao Ministério Público estaria sendo preparada; segundo juristas ouvidos, a iniciativa poderia resultar em processos por danos morais ou difamação, e uma indenização dependeria da comprovação de prejuízo causado pelo post.


