Operação mira prefeitura do interior de SP por fraude em contratos públicos

Desdobramentos da Operação Encenação

Na quarta-feira, 14, o Ministério Público de São Paulo deflagrou a “Operação Encenação” com o intuito de investigar possíveis irregularidades relacionadas à fraude em contratos públicos, especificamente na Secretaria Municipal de Turismo de Rio Claro, no interior paulista. O secretário atual, Guilherme Pizzirani, e o secretário adjunto, Marcelo Portes, foram afastados de suas funções enquanto as investigações estão em curso.

A operação envolveu mandados de busca e apreensão em diferentes locais, incluindo Rio Claro e Mairiporã, onde foram alvos empresas, galpões e repartições públicas. As autoridades buscam apreender documentos, mídias de armazenamento e aparelhos eletrônicos que possam ajudar na elucidação das irregularidades.

Suspeitas de irregularidades em contratos

O foco principal da investigação gira em torno de suspeitas de direcionamento de licitações, conluio entre empresas, sobrepreços e uso indevido de bens públicos. Essas questões são particularmente relevantes no contexto de contratos firmados para eventos municipais, como Carnaval e festividades de Páscoa, que, somados, ultrapassam valores de R$ 2 milhões. A análise dos contratos, realizada pela promotoria, sugere que houve desvio de recursos públicos em benefício de determinadas empresas envolvidas na execução desses eventos.



fraude em contratos públicos

Entre as indícios coletados, destacam-se evidências de favorecimento a uma empresa de cenografia que, segundo a investigação, poderia ter recebido contratos de forma reiterada. Adicionalmente, foram identificados métodos que favorecem a execução de serviços de forma rápida e que aparentemente foram projetados para beneficiar determinadas entidades em detrimento de uma concorrência justa.

As investigações ainda revelaram:

  • Indícios de sobrepreço nos contratos de decoração;
  • Uso indevido de veículos e maquinários da prefeitura em serviços atribuídos a empresas privadas;
  • Definição de prazos curtos para execução de serviços que dificultaram a concorrência leal.

A operação se desenrola sob segredo de Justiça, visando à preservação da coleta de provas e ao andamento das apurações. O Ministério Público conta com o suporte do Gaeco e do 10º Baep para realizar as diligências necessárias ao caso.



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